
REPÚBLICA DEMOCRÁTICA ALEMÃ
Alemanha Oriental

DEUTSCHE DEMOKRATISCHE REPUBLIK DDR
HINO
POPULAÇÃO : 16.641.298 HABITANTES (EST. 1987)
| Área: | 108.333km² |


PRINCIPAIS CIDADES:
Berlim Oriental |
1.246.872 |
Leipzig |
549.229 |
Dresden |
519.524 |
Karl-Marx-Stadt(atual Chemnitz) |
313.347 |
Outras cidades:
MOEDA: MARCO ALEMÃO ORIENTAL (DDRMark), DIVIDIDO EM 100 PFENNIG.
FUNDAÇÃO: 07 DE OUTUBRO DE 1949.
A República Democrática Alemã ou Alemanha Oriental, era o país mais brilhante do antigo bloco comunista. Apesar da União Soviética ser o mais rico desse bloco, era na RDA que tinha o melhor padrão de vida e uma economia estável e eficiente no sistema de economia planificada. O grau de instrução de sua população e o nível de industrialização fazia que a RDA ficasse entre os 10 países mais desenvolvidos do mundo na época (apesar do sacrifício ao meio ambiente deste país) equiparando e superando até alguns países capitalistas desenvolvidos. O bloco capitalista enquadrava a RDA como um país vilão, justamente por causa do Muro de Berlim.
Esta HOME PAGE foi elaborado por Lulamann, um "DDRMANÍACO". Fico honrado pela mais de 50000 visitas ao nosso primeiro "site" brasileiro dedicado à RDA. Ele fôra feito para os estudantes e pessoas que queiram ampliar seus conhecimentos, tirar dúvidas e ter suas próprias conclusões sobre esse antigo e fascinante país desde de 03/07/2000. E agradeço especialmente àquelas pessoas que enviaram "e-mails" expondo seus elogios, pedidos, dúvidas e críticas. NÃO SOU NOSTÁLGICO, MAS SIM UM OTIMISTA.
VALEU PESSOAL!!! LULAMANN
BREVE RESUMO HISTÓRICO DA RDA:
Na segunda metade da década de 40, depois da II Guerra Mundial e da derrota do odioso Regime Nazista a Alemanha é controlada pelo eixo vencedor. Os Estados Unidos, a França e o Reino Unido controlam a porção ocidental do território alemão enquanto os Soviéticos a porção oriental. Durante esse período se tentou fazer da Alemanha um país de sistema misto, mas na verdade esse sistema nunca iria funcionar por causa dos interesses opostos dos EUA e da URSS de imporem seus modelos políticos e econômicos. Em 23 de maio de 1949 o ocidente funda em seu setor de domínio a República Federal da Alemanha. E os alemães do leste, com o apóio dos soviéticos, fundam a RDA em 07 de outubro de 1949.
Na década de 50 a RFA, ou a Alemanha Ocidental, tem a sua economia recuperada graças ao apoio financeiro dos EUA (O Plano Marshall) para sua reconstrução. Além de ser a região mais rica e conter uma economia mais diversificada e industrializada. A Alemanha Oriental era (e ainda é) a parte menos desenvolvida da Alemanha. A sua economia se baseava na agropecuária e nas poucas indústrias que tinha (a Alemanha Oriental tinha 4 altos-fornos contra 125 da Alemanha Ocidental), e muitas fábricas foram desmontadas para as indenizações de guerra. A RDA não foi beneficiada pelo Plano Marshall por causa da reforma agrária, nacionalização das empresas e ao planejamento centralizado da economia. Fato esse que levou a RDA levar mais tempo para se recuperar dos efeitos da guerra. Justamente, neste período, houve em Berlim Oriental uma revolta popular em 1953. Por decisões equivocadas do governo da RDA em aumentar a intensidade do trabalho sem uma compensação monetária. O que criou uma insatisfação popular. E que o ocidente, através de agitadores, tentou se aproveitar para desequilibrar a RDA. Como a Alemanha Ocidental teve sua recuperação mais rápida, e conseqüentemente um nível de vida melhor, começou a atrair os cidadãos do leste a migrarem para o oeste. A isso se uniam esforços, no ocidente, para fazer com que os especialistas e cientistas abandonassem o lado comunista, pois as fronteiras eram abertas, para asfixiá-lo economicamente através da falta de pessoal qualificado. Portanto o ocidente sempre tentou sabotar a recuperação econômica da RDA, assim como nos outros países do bloco comunista, o que criou um clima de instabilidade militar e intensificar a "Guerra Fria".
Então em 13 de Agosto de 1961 foi erguido o Muro de Berlim, isolando Berlim ocidental, protegendo a RDA de espiões, sabotadores e terroristas. Infelizmente milhares pessoas iludidas pela propaganda ocidental tentaram cruzar a fronteira ilegalmente e parte delas foram mortas. Assim também como alguns Guardas Fronteiriços assassinados por franco-atiradores neonazistas de Berlim Ocidental. Não esquecendo, também, dos "muros" entre os Estados Unidos e México e do novo "muro" entre Israel e a Palestina. Este construído dentro do território palestino, enquanto a barreira Anti-Facista foi feita dentro do território da RDA.
Fotos do Muro de Berlim.



A partir da década de 60 a economia alemã oriental se recupera. Se nos anos 50 a prioridade era fortificar a indústria de base, como a do aço. Nos anos 60 tinha como prioridade a indústria química, mecânica, veículos, ótica, eletroeletrônica e de bens-de-consumo. O comércio se intensifica, principalmente entre os parceiros do bloco comunista (Comecon) , são construídas e modernizadas milhões de moradias, se intensificam as atividades culturais e investimentos em educação e esportes. Fatos que melhoram a qualidade de vida do alemão oriental e o desnível entre leste e oeste diminui. Nos anos 70 a RDA ganha prestígio a nível mundial. Graças ao apoio que dava aos países do 3º mundo, ao seu ingresso na ONU em 1973, da aproximação com a RFA e das maravilhosas equipes olímpicas que desbancavam equipes como dos EUA.
Indústria, mineração, agricultura, transportes,comunicações e tecnologia na RDA






A cooperação espacial entre a URSS e RDA, em 1978, levou o primeiro
alemão, o Cosmonauta Sigmund Jähn, ao espaço. Na estação orbital soviética, a Salyut 6, os cosmonautas fizeram experiências científicas e testaram
equipamentos de alta
tecnologia desenvolvidos na Alemanha Oriental.
A década de 80 atinge o auge de sua prosperidade. Já figurava entre os países mais desenvolvidos do mundo. Com uma taxa de crescimento de 4% no ano de 1987 em comparação com o da RFA de 1,8% em 1988.
COMPARAÇÃO DA RENDA P/CAPITA DA RDA COM OS PAÍSES CAPITALISTAS DESENVOLVIDOS E PAÍSES PARCEIROS DO BLOCO COMUNISTA ENTRE OS ANOS DE 1986 E 1988:
Fonte: Almanaque Abril 1990
| PAÍSES | RENDA P/CAPITA (US $) |
| ALEMANHA OCIDENTAL | 18.530 |
| FRANÇA | 16.080 |
| HOLANDA | 14.530 |
| ITÁLIA | 13.320 |
| REINO UNIDO | 12.800 |
| RDA | 12.400 |
| NOVA ZELÂNDIA | 9.620 |
| TCHECOSLOVÁQUIA | 9.175 |
| URSS | 7.400 |
| HUNGRIA | 2.460 |
| POLÔNIA | 1.850 |
Na década de 90 a RDA planejava modernizar e informatizar sua indústria, telecomunicações, vias de transportes, incentivar o turismo, otimizar a qualidade dos produtos de sua indústria e serviços. Como também flexibilizar a circulação dos cidadãos alemães orientais para o ocidente e diminuir os custos com a defesa. Só que esbarrou com o declínio econômico e da confusão política de seus aliados. O que forçou a URSS entregar de bandeja a RDA para a Alemanha Ocidental. Os Alemães do leste prevendo um futuro incerto foram à ruas das principais cidades protestar contra o regime, ludibriados pelos meios de comunicação do ocidente que pregava "uma vida melhor e mais livre". Milhares de alemães orientais migravam, com a abertura das fronteiras na Tchecoslováquia e Hungria, para RFA. Até a noite de 09 de novembro de 1989, em que as fronteiras da República Democrática Alemã se abrem para o oeste. No início era tudo festa, e que mais tarde acabou em pesadelo. Em 1990, a Aliança pela Alemanha, favorável à unificação, vence a primeira eleição pluripartidárias na RDA; Lothar de Maziére é o primeiro-ministro da Alemanha Oriental. Numa iniciativa demagógica, o governo da Alemanha Ocidental, estabelece uma paridade monetária de 1:1 entre as moedas alemãs. E assim começa o desmonte da RDA até a unificação precipitada das Alemanhas em 03 de outubro de 1990.
Resultado, a paralisação e encolhimento da economia com o fechamento de empresas, aumento da inflação e do desemprego no lado oriental (os índices são diferentes entre o oeste e leste), o aumento do desnível entre as duas regiões, aumento da animosidade entre os ocidentais e orientais, o aumento da criminalidade em 800% por causa de movimentos neonazistas e do narcotráfico, o desmonte da máquina esportiva e também dos símbolos do regime socialista sem nenhum critério.
Por esses acontecimentos a maioria da população do leste Alemão, dividida em seis Estados, devem, às vezes, pensar arrependidos - Nós éramos felizes e a gente não sabia! -. Atualmente há um sentimento entre os antigos cidadãos da RDA chamada de “Ostalgie”. "A vida na RDA não era terrível, pois era uma vida segura. Não havia nenhum tipo de crime, e eu não tinha que me preocupar com o futuro" um antigo alemão oriental falou à CNN. Uma outra explicação para a nostalgia está no dito, "Nós crescemos na RDA. É claro, como em qualquer lugar como a Califórnia ou o Texas, você vive sob certas circunstâncias que fazem a sua identidade nacional.". Uma pesquisa indicou que enquanto a maioria dos antigos alemães orientais saudaram a grande liberdade política e apoiaram a reunificação, mais de 40% disseram ser mais felizes sob o regime comunista. Uma maioria alegou estar infeliz com as mudanças econômicas. São estes sentimentos que fazer surgir uma nostalgia pelo antigo regime dentre alguns ossies, um sentimento que tem sido recebido com sucesso pelo antigo Partido Comunista, que tiveram fortes ganhos nas eleições estaduais. Os ex-comunistas tiveram 40% dos votos na antiga Berlim Oriental. Fontes: Key dates in Berlin Wall's history CNN Special: Cold War Destination: The Berlin Wall Germany celebrates anniversary of Berlin Wall's opening Germans now divided by 'the wall in the head' Many East Germans resent West German takeover of businesses.
Pesquisa diz que 20% dos alemães querem a volta do Muro de Berlim 08/09/2004 Fonte: Reuters BERLIM (Reuters) - Quatorze anos e um trilhão de euros depois da reunificação da Alemanha, um em cada cinco alemães gostaria de ver de volta a barreira que dividiu o país durante a Guerra Fria, mostrou uma sondagem na quarta-feira. Uma pesquisa feita pelo instituto Forsa descobriu que um quarto dos alemães ocidentais desejam que os 15 milhões de alemães do Leste fossem isolados novamente pelo Muro de Berlim, vivendo em um Estado diferente. Muitos ocidentais disseram estar descontentes por ter tido que bancar os custos da reunificação -- 24 por cento disseram ter sofrido financeiramente por causa dela. No antigo país comunista, que tem duas vezes a taxa de desemprego registrada no Oeste e onde os salários ainda estão abaixo dos níveis ocidentais, um terço disse não ter melhorado financeiramente após a unificação e o fim do comunismo. As divisões voltaram à tona nos últimos meses com as tentativas do chanceler Gerhard Schroeder de reduzir o desemprego e de cortar os benefícios da Previdência Social. A pesquisa da Forsa, baseada em entrevistas com 1.002 alemães ocidentais e 1.005 orientais, destacou um sentimento no Oeste de que os orientais são ingratos pelo apoio financeiro que receberam desde 1990 e que eles deveriam fazer mais para ajudar a si mesmos. Trinta e sete por cento dos alemães do Oeste disseram que os 80 bilhões de euros (96,28 bilhões de dólares) que o governo coloca no Leste todos os anos era demais. Mas quase um terço dos alemães do Leste achava a quantia pequena, disse a Forsa. Recentemente, dois importantes diplomatas disseram estar alarmados com a atmosfera negativa. O ex-ministro das Relações Exteriores da Alemanha Ocidental Hans-Dietrich Genscher e seu colega Markus Meckel disseram temer que a distância entre Leste e Oeste aumente ainda mais.
Os chamados "OSSIS" podem chegar a conclusão de que se continuassem a trilhar no socialismo
poderiam estar numa situação semelhante a de Cuba ou da Coréia do Norte ou
numa situação bem melhor seguindo os passos da República Popular da China
mesclando o melhor dos dois sistemas econômicos. EDITORIAL
ESPECIAL REPÚBLICA DEMOCRÁTICA POPULAR DA CORÉIA (Coréia do Norte)
SÍMBOLOS DA REPÚBLICA DEMOCRÁTICA ALEMÃ
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www.auferstanden-aus-ruinen.de/
http://www.apaginavermelha.hpg.ig.com.br/
Diga não ao racismo e a intolerância!!!
O SOCIALISMO SEMPRE TRIUNFARÁ!!!![]()
Referências
GODOY, Ivan. O Socialismo na Terra de Marx RDA Hoje. São Paulo: Ed Alfa-Ômega, 1986.
ALMANAQUE ABRIL 1990. São Paulo: Ed Abril, ano XVI.
Artigos jornalísticos e imagens coletadas em diversas páginas da internet.